Vendavais e melancolia

Hoje está muito vento.

Dia nublado, sem brilho e dotado de um excelente espetáculo de ventos.

Vendavais.

Dia a que se soma também um pouco de melancolia. Desgraçada desta. Apetrechada de tormentos e inseguranças. De nostalgias que nunca mais vão voltar e de medos do que ainda virá…

Dia nulo. Dia completamente sem sentido.

Com o desapego do Sol, foi embora também a minha alegria instantânea. Hoje foi um dia em que o silêncio caminhou a meu lado, a falta de paciência fez-se notar e a lágrima quis cair.

Não consigo estar sempre no meu melhor… E a verdade, é que nos últimos tempos tenho estado bem. Mas “estar bem” nunca é definitivo.

Hoje obriguei me a fazer um ar sério e a ignorar as lágrimas. Obriguei me a ser forte, pelo menos aos olhos de outros.

Foi um dia em que os pensamentos me atordoaram o espírito e que nada resultou efetivamente.

Foi um dia parvo até.

Talvez tenha sido um Dia “Não”.

Enfim. Amanhã será com toda a certeza muito melhor.

 

Rita

 

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G de Gym

Ui ui…

Gym?

Longa história…

Gym ou ginásio. Palavra banal pensam vocês. Não é banal. De todo ahaha

Gym? Nome do grupinho lá do Messenger onde se fala de gente gira. E de outras macacadas que não necessitam de ser mencionadas aqui. Grupinho de amigas. As melhores amigas do mundo.

Coisas boas que a universidade nos dá, é estas amizades bonitas e de loucuras.

Criámos o gym com o intuito de chegar ao desportista. Não se deu ainda. Mas há de se dar…

Grupo que tem melhorado os meus dias substancialmente.

Gym? É já…

Bora lá fazer exercício.

Com boa companhia.

Não é Angie e Isa? Ahaha

Rita

Nível de paciência? ZERO

Os vinte trouxeram-me demasiada rebeldia. Talvez me tenham até sugado a paciência que habitava em mim.

A verdade é que por estes dias, o meu mau feitio tem permanecido mais do que queria…

Se me importo? Nem um bocadinho…

Mas tenho noção de que, talvez aos olhos de outros, eu esteja “insuportável”.

Perdoem-me, se nos dias de hoje, já não tolero todas as tolices de outrora, que deixava passar e acabava por esquecer. Não me calo como antigamente!

Revolto-me? Sim! Porque tenho voz e tenho direitos! Podem achar que é rebeldia ou má educação.

Garanto que não é nada disso. Simplesmente a revolta não fica mais cá dentro.

Simplesmente decidi usar a minha voz.

Decidi defender-me. Ripostar.

Acho que me habituei demasiado a viver comigo mesma. Só mas não sozinha. Simplesmente livre!

Conviver com o mundo? É de loucos!

Adeus paciência. Foi bom conhecer-te. Simplesmente chegou o fim desta nossa parceria.

Rita

 

F de Futuro

Futuro.

Longínquo e tão misterioso.

Palavra muito forte e incrivelmente perturbadora.

Hoje, é o futuro do dia de ontem…

Cada dia, uma vitória, um sonho e objetivo alcançado. Ansiamos um futuro. Sempre desejamos o melhor, o mais inacreditável.

Caminhamos nesta vida, íntegros e cheios de força e determinação. Caminhamos com o desejo forte e determinado de vencer.

Nunca paramos de caminhar, mesmo quando na prática paramos. Estamos sempre à espera do que irá acontecer.

Muitos dizem e com razão: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!”.

Hoje é o momento. Não esperes por um amanhã, luta já hoje. Com força e determinação!

Futuro? Alteramos o nosso futuro com cada decisão, com cada atitude.

Criámos o nosso futuro.

Lutamos por um futuro melhor. Lutamos por nós, como mais ninguém luta.

Futuro…

Rita

E de Esperança

Esperança.

Palavra tão poderosa.

Esperança, que insiste em permanecer e que é a última a desaparecer.

Esperança, sempre a última a morrer, é o que dizem.

Somos seres humanos, cheios de esperança. Esperança que tudo melhore, que os sonhos se concretizem e que os nossos objetivos sejam atingidos.

A esperança é o nosso plano B, quando tudo parece ir desmoronar. Esperamos sempre que tudo fique bem. Acreditamos na esperança e na sua força intrínseca.

Esperança, palavra bonita e tão positiva.

Somos um povo, uma sociedade que se move através de esperança.

Esperança, que tudo resulte. Que não esteja a ser tudo em vão…

Rita

A Velhice. Quando a vida já está a passar por ti…

A velhice. Palavra tão forte, tão desgastada, tão usada fora do lugar.

Todos temos um prazo. Que acaba por expirar. Mais cedo ou mais tarde. Com mais ou menos dor. Com lucidez ou desorientação.

A sociedade trata-os por velhos. Palavra tão fria e distante.

Eu venero cada um deles…

Sinto gratidão por cada um deles. Idosos, pessoas que contribuíram tanto para o mundo que hoje podemos ter.

Estão velhos? Sim estão, como também tu um dia estarás. Têm rugas expressivas e falta de força. Querem carinho? Claro que sim, tal como tu também queres nos teus 20,30,40 anos. A única diferença é que eles já não têm nada a oferecer ao mundo de hoje em dia. O mundo, acha-os descartáveis e fracos.

Pobre deste mundo. Pobre e ignorante, esta humanidade.

São velhos, porque um dia já foram novos.

Tiveram batalhas grandiosas, empregos fantásticos, lutaram por uma vida digna e justa. Batalharam tanto para deixar algo valioso as suas gerações futuras.

Mas ninguém dá o devido valor. Ninguém entende que por detrás de todas aquelas rugas expressivas e olhar tão longínquo, esteve e habitou um ser incrível, que teve uma vida maravilhosa. de altos e baixos. Lutou mais do que tu alguma vez lutarás, porque hoje em dia já ninguém dá o valor merecido. Ninguém entende os outros.

Cruzo-me com pessoas sábias, sim os “velhos”…

Para mim, são uma fonte de sabedoria e de bondade. De bom senso. De amor. De gratidão.

Emociono-me. Porque sei que não lhes resta assim tanto tempo.

E envergonho-me desta sociedade. Que descarta. Que finge não ver. Que não se importa.

Filhos que abandonam pais…

Velhotes, que são empurrados para lares…

Descartados da vida.

Justiça? Não se vê. Mas para todos esses que descartam os idosos, lembrem-se apenas que todos vós, um dia foram bebés, incapazes de vos proteger do mundo e alguém esteve lá dia após dia, a ajudar-vos. Alguém amparou as vossas quedas e incentivou-vos a “voar”. Alguém nunca mas nunca vos deixou. Mas custa muito retribuir, não é? Custa horrores teres de perder o teu tempo a ajudar um velho…

Esse velho. Todos eles. Importam!

E se não fosse por eles, este mundo não existia.

Não gosto de os tratar por velhos. Digo sempre que para mim “velhos são os trapos”.

Para mim, são idosos. Pessoas que finalmente podem descansar da vida que tiveram. Pessoas que possuem histórias incríveis…

Pessoas que adoram ter-te por perto, simplesmente para lhes fazeres companhia. Pessoas que se contentam com tão pouco.

São pessoas como tu, como eu. Simplesmente com muitos mais anos e rugas em cima. E com tanta sabedoria…

A velhice?

Não é fácil…

Vê-los no fim? Também não…

 

Rita

D de Dar

Dar.

Dar sem nunca esperar nada em troca.

Dar simplesmente porque alguém no mundo precisa da nossa ajuda.

Dar amor, amizade, um pouco de comida ou um cobertor quente. Dar dignidade. Dar calor humano.

É tão difícil partilhar com os outros aquilo que é nosso. Humanos egoístas que somos…

Queremos sempre tudo para nós, mas nunca perspetivamos a hipótese, que um dia, podemos ser nós a precisar de ajuda.

Dar pelo simples facto de que nos aconchega a consciência.

Dar porque alguém precisa. Dar para ajudar. Para reabilitar.

Por estes dias, Dar não está nos planos de quase ninguém.

“Não é nada comigo, deixa.”

Não é contigo, mas podia ser.

Dar não custa.

Custa é colocar gente ignorante e reles a apoiar o mundo.

Rita

C de Compreensão

Compreensão.

Palavra tão especial e poderosa, e tão ignorada.

Não somos compreensivos.

Temos imensa dificuldade em perspetivar o ponto da situação pelos olhos de outra pessoa. Não nos esforçamos por entender, por compreender.

Vivemos, ancorados a rancor e a desapego. Vivemos mal, se avaliarmos bem a situação.

Não temos um mínimo de humildade para compreender o próximo.

O que ninguém entende ou simplesmente pensam não perceber, é que temos mesmo de ser compreensivos uns com os outros. Necessitamos de compreensão, porque cada um tem os seus problemas e as suas tempestades.

Não nos esforçamos para compreender. Vivemos sempre tão agitados neste mundo cruel e frio, que deixamos para segundo plano a compreensão.

Surpresa ou não…

A compreensão é deveras importante.

Por vezes bastava somente: ” Eu sei. Eu sei extamente aquilo pelo o que estás a passar. Estou aqui para ti.”

Rita

 

B de Brutalidade

Brutalidade?

Passo por ela todos os dias, sem exceção.

Cumprimenta-me apenas de vez em quando. Talvez naqueles dias em que também eu estou explosiva e dona das minhas tempestades imponentes.

Vejo brutalidade onde não devia ser vista. Aterrorizo-me. Não é normal compactuares e aceitares atos de brutalidade.

Todos nós, de uma forma ou de outra, acabamos por ser brutos, em alguma circunstância da nossa vida. Culpamos o mau feitio, ou o mau humor matinal, ou simplesmente culpamos a vida.

No entanto, é importante referir que a brutalidade é inteiramente nossa culpa. Ninguém nos obriga a usar a brutalidade. Ninguém.

Brutalidade. Feia que és….

Mas também sei que muitas vezes a brutalidade é necessária para dar rumo a uma vida, e agitar mentes ignorantes. Por vezes, e somente por vezes, a brutalidade vem com bom propósito!

Brutalidade…

Por exemplo:

Acordar cedo a um domingo? É uma grande brutalidade da vida… ahaha

Rita

 

A de Afeto

Afeto. Palavra tão forte e mesmo assim tão banal e menosprezada.

Nós, comuns mortais, seres humanos desleixados e inquietos, vivemos de afeto, mesmo quando juramos a pés juntos não necessitar dessas trivialidades.

Vivemos do afeto que o mundo ao nosso redor nos oferece.

O afeto…

Combustível de vidas e de emoções.

Combinação perfeita para estes corações já tão remendados pelo tempo e pelas vicissitudes que é a vida.

Afeto que recebemos mas que nos custa tanto retribuir.

Afeto bonito que sossega o nosso espírito e nos coloca com um sorriso bonito e verdadeiro no rosto.

Necessitamos de afeto, como necessitamos de ar para respirar.

O afeto possibilita-nos sermos pessoas bondosas, doces e coerentes. Permite-nos começar o dia com energia e contagiar os outros com a nossa felicidade.

O afeto está por todo o lado, meio escondido em pequenos gestos. Gestos esses tão pequenos mas tão significativos!

Desde um bom dia sincero, a um elogio sentido; um sorriso verdadeiro, a um abraço preocupado.

Afeto move montanhas. Reaproxima pessoas. Salva casamentos e amizades julgadas perdidas. Afeto une pessoas e situações.

Um “gosto de ti”. Um “espero que tenhas tido um bom dia”. Um ” obrigada por tudo”.

Um “bom dia” inesperado. Um ” Gostei de ver-te” entusiasmado.

Gestos tão pequeninos e mesmo assim tão preciosos.

Afeto, como gostamos de ti…

 

Rita

 

 

 

Dia Mundial do Livro

Como gosto de vós, meus eternos parceiros de vida.

Tantos que já li, tantos que são meus, tantos que imagino um dia poder ter…

Livros pequenos ou grandes, finos ou grossos, antigos ou novos. Livros de todo o tipo de categoria…

Livros que te ensinam e que te demonstram o quão poderoso é entregares te à literatura.

A verdade, a triste verdade é que se lê muito pouco por estes dias…

Ainda há pouco na rádio, ouvi dizer, que Portugal estagnou a sua venda de livros desde o início da crise.

Triste. Muito triste.

A leitura tem a magia e o poder. Faz te viajar pelo mundo sem saíres do lugar.

Faz-te perderes de amores por aquela personagem tão fora do normal, que anseias que exista alguém assim na vida real…

Faz-te chorar, por vezes. Ou porque a narrativa é forte e emocional ou porque a morte daquela personagem te chocou e magoou.

A leitura é um porto seguro que permanece contigo desde sempre e para todo o sempre. Desde pequeno que os livros te acompanham, aumentando a sua complexidade à medida que também tu cresces.

Ler é incrivelmente poderoso.

Ler permite combater a ignorância, a falta de conhecimento e de bom senso.

Ler faz bem à alma.

Ler é tão bom, mesmo!

Hoje é um dia feliz!

Pequena dica:

Nunca mas nunca mesmo perturbes um leitor no momento em que este está a ler..

As consequências podem ser fatais…

😂❤️

 

RITA

Sonata em Auschwitz

A minha opinião

Muito tempo passou desde o momento em que pousei os olhos neste livro.

Culpa da antiga professora de filosofia.

Adorável ser humano, que partilhou comigo o lançamento do livro na minha cidade natal. Não pude ir.

Mas o título despertou interesse.

A autora fez me ficar curiosa.

Nunca tinha lido nada sobre isto, que retratasse e narrasse o Holocausto.

Fiquei entusiasmada.

Muito tempo se passou. Demasiado

Prioridades da vida e atarefadas rotinas obrigaram me a pausar a leitura. Custou muito.

Há pouco tempo, porém, ofereceram me o livro. Fiquei sem reação.

Li.

Mas atenção! Não é nada fácil ler este livro.

Pelo menos para mim, não foi.

Não é fácil lidar com a dor, morte, injustiça, inferno vividos.

A mim, as lágrimas caíram com força.

Senti por cada centímetro do meu corpo, cada palavra descrita.

Senti a dor.

Senti vergonha.

Vergonha na incapacidade do mundo, de demorar demasiado tempo a perceber o inferno que estava a acontecer na Terra. E de agir.

Desprezei o ódio. O ódio que os alemães demonstravam para com todos aqueles que eles desprezavam sem fundamento algum.

Em cada novo parágrafo, só pensava:      ” Pior que isto, já não pode acontecer”, mas acontecia.

Tive de parar.

Parar a minha leitura. Algo que nunca faço. Mas não aguentava mais sentir a dor e a opressão. Fui cobarde, tal como o mundo foi no passado.

Secar as lágrimas. Retornar a ler. Obriguei me a continuar.

Completei a minha leitura em lágrimas.

Questionei me como foi possível ocorrerem tão terríveis atos. E como é que ninguém impediu aquele terror.

Chateia-me que muitos digam e pensem: ” Oh, já foi há tanto tempo”, desvalorizando e desprezando uma realidade tão dura.

Aconteceu.

Milhares de milhares morreram.  Como se não bastasse, foram humilhados, roubados, esquecidos. Perderam a dignidade e a identidade que um dia tiveram. Ingressaram num inferno sem liberdade de escolha.

O que mais me choca é perceber que uma população inteira (alemães), renegou e humilhou pessoas, acreditando cegamente no que alguém poderoso dizia. Contribuíram para o terror. Para mim, foram todos criminosos e assassinos. Compactuaram com o que acontecia e nada faziam.

O holocausto aconteceu. Para vergonha de todos nós, aconteceu mesmo.

Este livro retrata a força de viver de muitoa, a minoria alemã que foi contra Hitler e decidiu fazer o bem.

Este livro demonstra que até no inferno, a esperança teima em persistir.

Este livro ofereceu-me uma bofetada de realidade.

Que fique bem claro:

Não é a nossa religião ou raça, crenças ou prioridades que nos tornam diferentes.

E a ignorância. A intolerância. O ódio e o rancor.

Ainda hoje me assusto com o rumo deste mundo. Esperando que nunca mais ocorra tamanha crueldade.

Porque o que ninguém percebe como deve ser, é que por dentro, somos todos somente de carne e osso.

Ninguém é melhor que ninguém.

Recomendo esta leitura. Mas só se tiveres coragem de ler até ao fim. Porque não é de todo uma leitura fácil.

Rita

A sonata em Auschwitz.

Livro de Luize Valente

Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa

A minha opinião.

 

Livros destes fazem-nos pensar muito na forma retrógrada como estamos acostumados a ver a vida.

Livros como este fazem-me querer escrever e partilhar a minha sincera opinião.

Sou uma devoradora de livros. Enche-me completamente a alma poder dedicar-me a livros e a perder-me nas frases sentidas partilhadas por tantos e bonitos escritores.

Os vinte anos trouxeram-me a habilidade de me adequar a diversos e múltiplos interesses literários. E gosto bastante da instabilidade de temas e livros que consigo ler.

Não conhecia “Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa”, não fazia a menor ideia que neste mundo existisse um livro tão tocante e verdadeiro. Agradeço profundamente a uma professora que se lembrou de nos indicar este livro enquanto nos dava uma sessão letiva de cuidados paliativos, e de como cada um reage ao tema que é a morte.

Pois bem, neste livro de 94 páginas, que se lê em menos de trinta minutos ( se fores devorador como eu), vais encontrar um pequeno grande lutador que escreve cartas a Deus e vive a sua doença de uma forma completamente incrível. Vais conhecer uma senhora velhota que passa os dias a fazer voluntariado no serviço onde se encontra esse pequeno grande lutador e a forma bonita como se interligam vidas e sabedorias.

Se fores emocional como eu, vais chorar. Muito até.

Este livro é simplesmente incrível e todos, mesmo todos nós, devíamos lê-lo.

As crianças são seres incríveis e tão fortes, lidam completamente bem com assuntos sérios como é a morte. Lidam com a doença muito melhor que qualquer adulto. Dão-nos uma lição de vida. Fazem-nos perceber que a vida tem um valor incalculável. E obrigam-nos a reconhecer que cada instante é incrivelmente precioso.

Este livro fala da morte. Mas mais que isso, fala do sentido da vida, da amizade, do amor, da voracidade do tempo, da alegria e da tristeza, fala-nos da importância de encarar de frente as adversidades e desafia a própria morte. Faz tudo isto num mundo mágico e inventado de uma criança.

Estou rendida a este livro.

Maravilhada com o poder de ser criança.

 

Rita

 

“É isso que eu penso, Vovó Rosa, não há solução para a vida senão viver.”

 

“Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa”

Livro de Eric- Emmanuel Schmitt

 

Qual o teu maior desejo?

 

dandelion nature sunlight
Fot

Perguntas que nos deixam a pensar.

Perguntas que não fazem parte dos nossos dias rotineiros.

Perguntas que nos deixam confusos.

Com que então, o que é que nós mais desejamos? Qual é o nosso profundo desejo?

Eu congelo. Pensando verdadeiramente nisto, não faço a menor ideia.

A vida é tão agitada e cheia de prioridades que nem nos focamos no básico dos básicos.

Sei lá. Talvez neste exato momento, o meu profundo desejo fosse estar a viajar. Mas não sei se será isso o meu desejo mais profundo…

E, não. Também não acredito no blá blá blá do ” desejo amor, saúde e sucesso!”.

Isso todos nós queremos, mais cedo ou mais tarde na vida, mas cada um de nós, lá bem no fundo, deseja algo para a sua vida.

Talvez todos precisemos de pensar seriamente no assunto. Pôr os pontos nos is.

Eu não sei lá muito bem o que mais desejo…

Tu sabes?

Rita

Sábado. De sol e boas leituras. De música e descanso.

Gosto de sábados. Gosto de sábados em que posso não estudar. Sábados de descanso.

Gosto de poder intercalar a música com as minhas leituras. Gosto do facto de estar sol e um calor já a antecipar um verão bonito.

Gosto de iniciar novas leituras. E de permanecer com as melhores músicas.

Gosto de ser assim. Meio antiquada.

Gosto de sentir as folhas impregnadas de palavras, e do cheiro a livro novo. Gosto de estar no meu canto, embalada por Imagine Dragons.

Gosto de perder a noção das horas quando estou a ler. Gosto de ler. Gosto tanto de ler…

É um amor inexplicável. Ler é tão bom, mais até do que a escrita.

A literatura traz me paz de espírito. Tal como a escrita.

Serei eternamente uma mulher de Letras.

Paz de espírito de forma gratuita? O melhor da vida…

Rita

Um dia alguém me disse: ” Ter amigos é tão bom!”. E não é que é mesmo?

Um dia alguém me disse que ter amigos era bom, fazia-nos bem. Mas eu sempre fui muito desapegada das pessoas, muitas até me interpretam mal, mas simplesmente adoro o meu silêncio e o meu cantinho de solidão. Mas quando me disseram aquela frase, eu obriguei-me a mudar para melhor, ainda estou num processo de aprendizagem, mas sinto-me feliz por estar rodeada de amigos.

Ontem foi um dia muito bom. Foi daqueles dias em que deixei de lado o “Mãe Rita” e simplesmente fui a Rita. Fui passar o dia com amigas. Almoçámos, conversámos, fomos felizes. Eu fui feliz. E apesar desta enorme constipação que me está a assolar, eu ainda consigo escrever alguma coisita de jeito.

O dia de ontem foi muito bom para mim. Foi daqueles dias em que recarregamos energias e simplesmente funcionamos à base de carinho e amizade. Foi mesmo muito bom para a minha alma.

Hoje dou valor a cada amigo que a vida me deu.

Hoje sei que é bom ter amigos. Ter alguém que esteja connosco quando estamos à beira do abismo mas que também nos acompanhe nas nossas vitórias. Amigos verdadeiros.

Nunca fui pessoa de muitos amigos…

E infelizmente continuo a achar que, se um dia eles forem todos embora, eu fico bem de certeza!

Mas agradeço muito tê-los comigo. Agradeço tanto.

No meio de toda a trafulhice que é a vida…ainda existem coisas boas.

Situações que superam o resto.

É maravilhoso ter amigos!!!

Hoje sei que sim!

Rita

Dia péssimo. Destino a funcionar quando mais preciso. Grata por o silêncio não ser o fim.

Existem dias em que simplesmente te limitas a sobreviver. Nem sequer se trata de viveres, mas sim de mais um daqueles dias de luta em que não te apetece nada começar…

Hoje eu estou a ter um desses terríveis dias.

Estou a ter um daqueles dias em que as lágrimas me escorrem pelo rosto abaixo sem eu saber bem a razão de tal coisa acontecer. Existe dor cá dentro, algures neste peito já dorido de tanta mágoa, separação e desilusão. Dor que tem doído demasiado.

Hoje, como em tantos dias, lembrei-me de alguém demasiado especial para eu tentar erradicar. Não consigo. Não consigo simplesmente esquecer. Porque não dá para esquecer o amor. Não dá para esquecer um pilar da tua vida.

Hoje lembrei-me mas obriguei-me a esquecer logo de seguida e a pensar em outra coisa qualquer. Porque isto de lutar contra o mundo não é nada fácil. É quase uma missão impossível.

Muitas são as vezes que quero escrever e não escrevo.

Que quero simplesmente comentar uma publicação e não o faço.

Lutar contra tudo e todos é humanamente desgastante e perigoso…

Se é cobardia? Claro que é! 

Mas o mais engraçado é que a vida de vez em quando me surpreende e me devolve por momentos as pessoas com quem infelizmente não posso estar/ ter comigo.

Qual é a coincidência de no mesmo dia em que eu estou de rastos, alguém especial me avivar a memória com momentos em que estava feliz? O destino consegue ser macabro e maravilhosamente perfeito ao mesmo tempo.

Dou por mim a pedir que existisse uma máquina do tempo que me levasse para longe, para o passado, quando não existiam discussões nem separações forçadas. Onde a felicidade era constante e o amor e a sensatez reinavam…

Porque apesar de muitas vezes me limitar ao exílio que é o silêncio, eu nunca esquecerei.

 

 

Rita

As pessoas bonitas da nossa vida…

Podia começar por dizer que Deus coloca no nosso caminho pessoas certas e muito especiais, mas a verdade é que não sei se é exatamente isso que acontece.

Sei apenas que as pessoas certas nos chegam, vindas não sei de onde mas com a particularidade bonita de quererem ficar.

São, como costumo dizer, anjos na Terra.

Seres humanos que permanecem, que se importam e que não nos deixam mal, independentemente de como a vida se desenrola.

Gosto de falar destas pessoas. Gosto de me relembrar diariamente que se estou bem, muito se deve a estas pessoas bonitas que partilham os dias comigo e me ajudam a continuar feliz e com o pensamento orientado.

Nem sempre me entendo com Deus, mas se de facto é ele que está a orientar tudo cá em baixo, então só tenho a agradecer…

Sou muito grata.

Possuo bonitos seres humanos na minha vida e não os troco por nada!

Rita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8 de março. Dia da mulher!

Importamos. Somos especiais. Fazemos parte deste mundo e sem nós, duvido que fosse tão equilibrado.

Somos seres humanos muito bonitos. Com super poderes até.

Cuidamos. Temos muita paciência. Somos fortes mesmo quando nos atiram à cara que somos fracas. Ouvimos muita coisa má…

Muitas sofrem. Choram, vivem terrores. E isto não é certo!

Se todos tivessem a dignidade de se dar ao trabalho de conhecerem a força da mulher, e a sua delicadeza ao mesmo tempo… Se ao menos existesse sempre Respeito e amor.

Hoje é o nosso dia.

E todas merecem ser faladas e aplaudidas. Somos mulheres e somos incríveis!

Neste dia, só gostava que ninguém estivesse mal e oprimida.

Mas infelizmente sei que muitas estão nesta situação.

Somos fortes. E sei que um dia vamos todas vencer. Por nós! Não por mais ninguém…

Porque em primeiro lugar, quem importa somos nós mesmas.

Eu sou uma mulher.

Nós somos mulheres.

Qual é vosso super poder?

Rita

É natural nem sempre estares no teu melhor….

Não te culpes. Não te martirizes por tudo aquilo que estás a sentir neste momento.

A culpa não é tua.

Estás triste, não é? E lá no fundo não consegues nomear uma razão válida. Não te massacres, acontece, de vez em quando.

Nem sempre serão sorrisos e vitórias. Existirão dias em que somente queres estar enroscada num edredão, perdida nos teus pensamentos e embalada pelas tuas lágrimas grossas. Ninguém te vai julgar por isso. Tens todo o direito de não estar ótima.

Talvez te massacres pelo facto de todos esperarem muito de ti. Sempre soube que as expectativas não são saudáveis….

Deixa-os esperarem tudo de ti. Na verdade, não lhes dês grandes ouvidos.

Fica bem contigo própria. Recupera o teu sorriso, foca-te na tua rotina, tenta encontrar uma estabilidade real. Luta por ti mesma e não por aquilo que os outros pensam que podes fazer.

Se vai doer? Dói durante todo o processo. Desde aquela tristeza que deixas acumular até ao momento em que explodes, sozinha, longe de tudo e de todos.

A dada altura, a tua própria cabecinha começa a fazer jogos mentais contigo, colocando-te sempre a fracassar.

Vai parecer que não consegues continuar caminho.

Vai parecer mesmo que não aguentarás.

Mas sabes? Vai só parecer…

Falo por mim mesma, ainda há pouco me pareceu o fim do mundo e agora está tudo tão tranquilo.

 

Nem sempre são bons dias.

Por vezes, são só dias.

Rita

Com carinho, da tua amiga doença!

Custa.

Custa muito ver o que acontece à nossa volta.

Custa- me terrores perceber que a doença chega sem avisar e começa silenciosamente a provocar o caos.

Custa-me muito perceber que se perdem pessoas para a doença desmedida e tão na moda…

Custa sentir que nada conseguimos fazer para ajudar…

Custa-me tanto refletir sobre a vida. Ou o que ainda resta dela. Chega a doer. Porque dói muito entender que a doença te leva ao pior de ti.

Arranca te primeiro o sorriso, gradualmente até a esperança sai de cena, tudo perde o seu sentido. A vida fica por um fio. Um fio já gasto.

A coragem também cessa.

Não é cobardia… É simplesmente cansaço.

Perdem se demasiadas vidas.

Destroem se demasiados sonhos.

Mas com carinho, a doença acaba por se despedir de todos. Uns ficam com muitos consequências e mágoas. Outros enfrentam a morte. O adeus.

Se a doença soubesse ao menos o quão especiais somos, não nos destruiria assim… se ao menos, alguém comandasse estas malditas doenças …

Estaria tudo tão melhor!

Rita

Lamento

Lamento!

Lamento que as pessoas tenham que mudar todos os dias. Trocar o sorriso de outrora, pela indiferença. Lamento perceber que, do nada, és descartável por aqueles que julgavas serem teus.

Lamento ser assim tão bondosa e prestável, lamento perceber e compreender que muitos nunca foram verdadeiramente meus amigos.

Lamento que esta sociedade e principalmente esta geração retrógrada viva de falsidades e de amizades por interesse. Onde ficou o real valor de uma amizade? Onde ficou a preocupação e o companheirismo?

O que vejo em meu redor, entristece-me. Pior que isso, destabiliza-me perceber que, de um dia para outro, mudam as pessoas que eu tinha em grande consideração.

Não me parece que isto seja justo, nem bonito de se vivenciar.

Tudo se tornou falso, forçado e egoísta. Vivo num mundo que gira em torno de tudo aquilo que deveria estar erradicado. Vejo pessoas fingirem ser algo que não são só para obterem os seus objetivos mais egoístas.

Vejo pessoas que eu costumava adorar, pessoas que faziam parte da minha rotina, pessoas que eu considerava serem bons seres humanos, vejo-os ao longe por estes dias. Completamente modificados e frios. Como se tivessem raptado as pessoas que, um dia eu conheci. Deixou de existir uma palavra amiga, a comunicação passou a ser demasiado forçada, tudo mudou, do nada.

Lamento isto. Lamento muito ter que viver assim, na incerteza das pessoas que tenho junto a mim. Pergunto-me. Como será possível confiar?

Desiludo-me todos os dias.

Na verdade, ninguém me disse para criar expectativas desmedidas…

Lamento.

Lamento que a vida se desenrole assim, numa corda bamba, prestes a romper-se.

Rita

DIAS e dias…

Todos nós temos dias e dias.

Alguns dias fazem-nos sentir bem connosco próprios e inspiram-nos a melhorar. Outros, no entanto, parecem que nos arrancam anos de vida. E, nós, frágeis mortais, nada temos a dizer acerca disto. Dias que chegam a nós e nos pregam valentes bofetadas. Dias compostos por pessoas que somente nos mostram o pior dos piores e nos fazem duvidar.

Hoje dei por mim, a duvidar de mim mesma. E acreditem que detesto ter de duvidar de mim. Não gosto, é angustiante. Duvido de mim e isso abana-me a alma mais um pouquito.

Tenho destes dias… Tenho destas pessoas que não escolho ter em redor de mim, mas que mesmo assim me destrói-em um pouco mais por dentro.

Termino estes dias com um sentimento de quase raiva. De desilusão e desalento.

Termino estes dias com um terrível mau humor. Termino estes dias demasiado cansada e triste.

São dias. Que, de certa forma, são importantes. Relembram-nos que, por vezes, é importante seguir um caminho sozinho e procurar por uma estabilidade que só nós próprios podemos estabelecer em nós.

Dias que nos permitam perceber que nem sempre tudo pode ser um mar de rosas. Dias que nos fazem erguer e batalhar mais um pouco. Dias que nos deitam a baixo mas que nos tornam mais fortes.

Hoje não foi um bom dia. Mas quero acreditar que amanhã será muito melhor.

Porque a seguir a uma tempestade, vem sempre uma bonança, e caramba! Já mereço uma estabilidade. Já mereço uma paz interior.

DIAS e dias…

Nem sempre ganham os melhores…

Amanhã será, com certeza, melhor!

Rita

 

Mundo Louco

Mundo louco. Sim mundo louco onde vivo e existo.
Mundo louco que me tira os pés do chão e me faz querer gritar de pânico aos sete cantos deste planeta virado do avesso.
Desculpem se, para mim, gritar não resolve nada. Desculpem lá se, para mim, não resulta ser-se amargo e insensível. Onde ficou a sensatez e a bondade? Provavelmente estão para aí perdidas no meio da amargura e da violência que são sinónimos destes dias.
Não compactuo. Não aceito. E nem tolero que me comparem a mais ninguém. Sou única neste mundo louco, completamente descompensado. Sou única e talvez se não fosse, o mundo estivesse melhor de se habitar.
Gritos que oiço. Gritos que na minha mente pequena segundo os Outros, não é discussão. Para mim é. Se me levantam a voz, então estamos a discutir, porque pessoas com tudo no lugar não necessitam de gritar para impor a sua posição. Perdem- se posturas com estas atitudes de criança…
Pois bem! Não somos crianças. Somos seres adultos que só sabemos reclamar de tudo e de todos. Somos seres humanos adultos que se deixam ficar acorrentados no orgulho desmedido e na arrogância cultivada por mentes mesquinhas e intoleráveis.
Seres humanos que deviam ter vergonha. Devíamos ter vergonha de ser assim. Estragamos tudo sozinhos. Fazemos tempestades em simples copos de água. Destruímos tudo com a nossa postura indecente.
Vejo isto e aterrorizo-me.
Vivo num mundo louco. E por este andar alucinante acabo também enlouquecida. Porque o que vejo e revejo é demasiado mau, é demasiado inconsistente.
Mas sou eu contra o mundo.
Nunca vou ganhar.
Tentar apenas não perder. Porque nunca hei de perder para este mundo movido por loucura e insensatez.
No entanto, lá fora continua a estar um bonito céu azul e um sol brilhante. Talvez no meio disto tudo, até seja um bom dia!

Rita

Regressar

Regresso.

Regresso sempre onde fui mais feliz. E inevitavelmente regresso também onde nem tudo correu bem.

Regresso mesmo quando não quero regressar.

Regresso porque a certa altura das nossas vidas, sabe bem regressar à paz de outrora. Sabe tão bem parar. Sabe bem sentir que temos um local neste mundo para onde correr quando tudo está a desmoronar.

Uns regressam a casa. Outros apenas a um local específico. Muitos regressam para a família, outros apenas para os amigos. Cada um de nós regressa para algo e por motivos sempre muito diferentes.

Regressamos porque é necessário.

É uma forma bonita de restaurar a nossa alma.

Hoje também eu regresso.

Regresso À Felicidade.

Rita

 

Terminar um ciclo

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Seis semanas, disseram.

Primeiro estágio de enfermagem.

Estava assustada, mais que isso, estava receosa de descobrir que estava no sítio errada da minha vida.

Seis semanas em que chorei. Em que fui obrigada a ver e a rever a dor dos outros, a sentir na pele que um dia a vida te leva tudo sem avisar.

Foram seis semanas numa unidade de saúde. Onde cuidei, fui presente, chorei com a dor dos meus utentes, consolidei competências. Vi me, pela primeira vez, como enfermeira.

Seis semanas que terminaram ontem.

E não foi nada fácil dizer adeus.

Ainda não está a ser fácil. Estou tão grata por estas seis semanas, por tudo aquilo que aprendi, pelas pessoas que conheci, pelos enfermeiros que me orientaram. Estou grata por ter finalmente percebido que estou no caminho certo da minha vida.

Ser enfermeiro, é estar 24h por dia com os nossos doentes, reconfortá-los, cuidar deles, estar lá quando mais ninguém está. Ser enfermeiro é amar sem limites, é cuidar sem exceção. É ter compaixão por todos. Porque um dia também nós vamos necessitar.

 

Grata por este ciclo que terminou.

Agora que venha algum descanso, para sossegar esta mente agitada e este coração apertado.

Rita

Passados, lutas e mágoas….

Vidas. Portadoras de altos e baixos. Lutas ferozes que nos arrancam a esperança de um amanhã bonito. Mágoas que congelam o nosso pensamento e o nosso sorriso. Passados que apesar de serem longínquos ainda nos provocam aquele arrepio gélido que percorre cada centímetro do nosso corpo. Parecia ser o fim do mundo, o nosso fim. Os pensamentos negros invadiam, constantemente,  a nossa mente já perturbada e insegura. A lâmina perfurava a pele, como se fosse resolver alguma coisa. Achávamos que sim. Tratar dor com ainda mais dor. Sossegar a alma agitada. A vida era vista como um inferno. As lágrimas tomavam conta de nós. A dor incessante massacrava o nosso peito.

Acreditávamos profundamente que não havia salvação para nós. Nada decorria bem. A nossa própria mente traía-nos, fazendo-nos acreditar que nada tinha um propósito.

O fim do mundo parecia estar perto. Talvez o pensamento radical de querer acabar com tudo estivesse até presente. De fora, ninguém parecia sequer entender a nossa dor, os nossos problemas.

Quando a nossa própria mente nos traí, é tão difícil de batalhar.

Existem anjos. Que não possuem asas mas que nos amparam quando mais necessitamos. Que nos arrancam do precipício e que nos mostram que ainda é possível batalhar. Anjos que nos ajudam, aos poucos, a recuperar do nosso próprio inferno.

 

Hoje somente recordamos. Recordamos que nem sempre foi fácil. Entendemos que já estivemos mesmo no fim mas que hoje tudo parece estar encaminhado. Hoje, sorrimos mas não esquecemos. As marcas continuam na nossa própria pele, hoje felizmente saradas. A mente já não está conturbada e o peito parece mais leve. Já sorrimos.

Sorrimos mas nunca esqueceremos. Foram passados recheados de mágoas e batalhas impossíveis. Já vimos o fim do mundo mas voltámos.

 

No meio disto tudo, eu sou um desses Anjos. E só eu sei a dor que vi e as batalhas que travei. Sei que talvez não tenha sido uma grande ajuda, mas estive lá. Amparei, estive presente. Ouvi. Acima de tudo, fui amiga. Nunca julguei.

Não julguem, não critiquem quem luta contra si próprio. Sejam pacientes, compreensíveis. Sejam presentes. Sejam amigos.

 

Hoje recordamos. Hoje sabemos que saímos vitoriosos. E tu, que sabes bem quem és, és um orgulho enorme para mim. Fui um dos teus melhores anjos, e hoje, apesar de longe, quero que saibas que continuarei a estar sempre aqui para ti. É o teu passado e será sempre um lembrete diário para que saibas e nunca te esqueças que já estiveste no limite do abismo mas venceste.

E és um bonito ser humano, dos mais bonitos que conheço.

 

Passados. Lutas. Mágoas.

Memórias dolorosas mas necessárias.

Rita

Uma sexta feira de preguiça…

O ser humano também consegue ser um ser preguiçoso, de vez em quando. Hoje aconteceu me ser preguiçosa. Talvez tenha sido culpa do tempo. Um céu demasiado cinzento e um sol envergonhado, foi tudo o que ganhei por hoje. Sei que hoje não fiz nada de útil. Foi um dia de folga, e não fiz nada de nada. Sinto que até foi um dia perdido. Mas por vezes não possuo força suficiente para derrotar a preguiça que me assola.

Com a preguiça acaba sempre por chegar a nostalgia dona de si e com a força brutal de querer que relembres.

Não é assim tão bom relembrar. Às vezes chega mesmo a ser meio doloroso. Mas enfim, até para não relembrar temos preguiça.

Foi uma sexta feira que me soube a domingo. E amanhã será como uma segunda.

Isto de ter de ir trabalhar em pleno fim de semana é complexo.

Gostaria de estar mais inspirada para escrever, mas nem isso estou a conseguir fazer bem.

Sinto me num dia nulo, sem vontade para nada.

Hoje é daqueles dias em que podia cair num sono profundo por muito tempo.

Também merecemos ser preguiçosos de vez em quando. Faz bem não ter que fazer nadinha de nada.

Amanhã regressa se à luta.

Rita

O desabafo que nunca te direi…

“Comecei mais um dia, como qualquer outro já passado. Estava precisamente a tomar o meu pequeno almoço, quando vislumbrei a prenda que me deste em tempos que já lá vão…

Continuas a fazer me sorrir, mesmo de longe. Mesmo eu sabendo que já não é a mim que queres fazer sorrir. Sei que tens mais alguém, sei que estás feliz. E fico muito feliz por ti, não duvides.  Mas não consigo negar o facto de me sentir deveras magoada contigo. Fazes de conta que eu já não existo? Ou simplesmente sofreste uma amnésia profunda?

No meio de tudo, deixaste de ser meu amigo e isso não é algo com que eu consiga lidar bem. Durante muito tempo foste o melhor amigo que eu nunca achei que conseguiria ter de novo… Foste um dos meus melhores portos seguros.

Do nada, vi-te progressivamente sair da minha vida. Não foi bonito de se ver.

Hoje olho com carinho a prenda que nunca ninguém conseguirá ultrapassar. A prenda que me fez amar-te em segredo. A prenda que ainda hoje consegue acalmar as minhas tempestades interiores.

Já pensei devolver-ta. Mas já desisti dessa ideia. Considero que se perdeste tempo a construí-la e a oferecer-ma, é porque eu era importante naquele momento.

E se eu fui importante, então não há nada mais a dizer. A vida é feita de momentos. E sei que contigo tive muito bons momentos.

A tua prenda continua comigo, guardada com carinho, detentora de viagens no tempo, de sorrisos e alegrias.

Onde quer que estejas hoje, continuo a desejar te o mundo.

Porque independentemente de tudo, irás ser sempre um bonito ser humano.”

Sábado de sol. De um bonito céu azul. De trabalho.

Depois da tempestade, eventualmente retorna sempre a bonança.

O mundo esteve para acabar com a tempestade Helena. Chuvas fortes e vendavais imperavam por todo o lado…

Mas hoje quando Pousei o meu olhar sobre o céu, lá fora, o que observei foi um bonito céu azul e um sol radiante. Está frio. Continua muito vento. Mas temos sol.

Sábado também de trabalho. Para  quem nunca teve de trabalhar.

Enfim. Responsabilidades da vida…

Está um bonito sábado. Se pudesse ia passear. Ao invés disso, daqui a nada, vou para mais um turno de enfermagem.

Para concretizar sonhos, temos de fazer sacrifícios e batalhar muito.

Mas ao menos, está um sábado bonito! 🙏❤️

 

Rita

No fim de mais um mês… Vem Fevereiro!

O tempo passa. Passa tão rápido que quase não damos por ele…

Mais um mês que está nos seus finais. Meu querido Janeiro, como passaste rápido. Contigo fui tão feliz. Completei as minhas vinte primaveras, comecei o meu primeiro estágio de enfermagem, enfrentei as minhas tempestades mas também as minhas vitórias. Foi um mês muito cansativo, mas saio dele com um bonito sorriso no rosto!

É o que constato cada vez mais! Por vezes sinto que o tempo passa demasiado rápido, outras vezes sinto que passa lentamente. Nunca estamos agradados com nada, é incrível!

Enfim. O tempo. Voraz e dono de si próprio…

Com o tempo, com a chuva e com a minha vontade de continuar, chega Fevereiro.

O segundo mês deste novo ano de desafios e aventuras.

Que chegues Fevereiro e que venhas bondoso e alegre.

Adeus meu querido mês do coração. Revejo-te para o ano!

Rita

 

A coragem de viver

Desabafo de um fim de dia.

Dia após dia. Sem nada correr totalmente como desejamos que corra. O cansaço acumulado que teima em não desaparecer…A saturação que invoca nas nossas mentes complexas.

A coragem desmedida de iniciar um dia novo quando não nos apetece nada dar um passo em frente.

Somos seres corajosos! Ai se somos! Não cabe na cabeça de ninguém levar bofetadas da vida, mas nós deixamos que as bofetadas nos apanhem. Somos tão corajosos que caímos, magoamos-nos, choramos, gritamos, mas continuamos aqui, íntegros e fortes.

Tem que se ter coragem para viver! Temos mesmo de ter coragem. Coragem para aguentar tudo aquilo que quase não conseguimos suportar. Coragem para lidar com as grossas lágrimas que escorrem pelo nosso rosto abaixo e o choro que não conseguimos controlar.

Viver tem sido uma tarefa árdua. Tem sido mesmo muito complicado de gerir. Bem sei que pelo mundo fora muitos estarão mil vezes pior do que eu, e muito lamento esse facto.

Acredito que cada um luta contra os seus medos e aflições, contra as batalhas que a vida nos coloca à frente. Cada um luta, com as armas que tem, muitos não sabem lutar contra a força desmedida que a vida possui. Enfim, lutamos, dia após dia, contra as nossas guerras interiores. Lutamos mas ninguém vê a nossa luta. Ninguém vê o nosso suor e as nossas lágrimas. Ninguém entende. Ninguém tenta sequer entender.

Se é preciso coragem para viver?

CLARO! Claro que preciso de coragem para viver. E muita determinação também…

Estou num momento da minha vida, que é o cansaço que escreve por mim.

Um dia de cada vez. Algum dia será melhor!

Rita

24 janeiro: Dia de sol

Quinta feira. Mais uma quinta feira deste meu mês querido!

Quinta feira em que estou de folga. A descansar de um estágio caótico e muito cansativo.

Felizmente, uma quinta feira de sol. Aquele sol bonito mas muito frio.

Um dia que me faz sorrir só pelo simples facto de que temos sol, lá fora.

Por estes dias, o que me tem valido é mesmo a natureza pacífica que nos rodeia….

Acalma-me o espírito. Faz me respirar fundo e seguir caminho…

Meu querido mês… Já no fim…. Como é que o tempo tem a coragem de passar tão rápido?!

Pelo menos, temos sol. ❤️

Rita

O antes e o depois do Ser Humano

Escrevo cansada destes meus dias sem fim. Cansada mas de coração cheio pelas aprendizagens obtidas diariamente, o contacto permanente com cada pessoa. O carinho e humanismo que pairam em mim e nos outros.

Escrevo, num fim de um dia longo, porque no meio de tudo isto, existe ainda espaço para a reflexão diária e o desabafo de uma miúda de coração mole que até tem algum jeito para as letras.

Um desabafo de uma estudante de enfermagem que sente, bem cá dentro, a dor dos outros.

 

Existe o antes. E existe o depois.

O Antes. Conhecido também como o auge das nossas vidas. O ser humano alcança tudo aquilo que quer e deseja. Faz todas as parvoíces e loucuras. Encontra o amor, a amizade, o sucesso profissional, um propósito para a vida. É feliz. Sente-se no topo do mundo, da sua vida, das suas ambições. O antes tem uma particularidade muito bonita, é que torna possível que cada um de nós irradie uma luz natural tão brilhante. O antes do ser humano, é tudo aquilo que nos faz sorrir e agradecer à vida. O Antes permite-nos construir vidas, famílias, amizades, compromissos, carreiras. O Antes ilude-nos com a ideia já comprada por todos nós, de que nunca nada de mal nos acontecerá. Apenas aos outros. É esta a ideia retrógrada que habita em cada um de nós, e não é errado, é simplesmente humano.

E do nada, sem aviso prévio, levamos uma brutal bofetada do Depois. Depois a vida arrasta-nos para uma cama de um serviço de saúde, rouba-nos a nossa independência, muitas vezes a nossa própria mente, leva-nos a mobilidade e o sorriso de outrora. Deixa-nos sem uma réstia de esperança e de confiança. Tira-nos a nossa identidade. Do nada, somos assolados por todo o tipo de doenças. Perdemos o nosso melhor. De um dia para o outro, o futuro que tínhamos construído é desfeito, as simples atividades de uma vida são colocadas em causa.

Depois?? Depois estamos confinados a uma cama, a necessitar de ajuda para tudo. As “almoçaradas” passam a ser  uma sopa dada por um enfermeiro, porque já nem para comer temos independência.

Esta é a realidade que me choca.

E dói constatar que a vida, te consegue levar tudo, sem sequer avisar.

Olho aquelas camas. Com aquelas pessoas. Muitas delas estão noutro mundo. Com um olhar distante. Sem um sorriso. Muitas delas estão revoltadas. Tristes. Outros acabam por se conformar com a sua má sorte. Caem num abismo sem fim.

A vida não foi bonita para aquelas pessoas. A vida desiludiam-as.

A mim entristece-me compreender que o que hoje nos parece ser garantido, amanhã não passa de nada.

Hoje dou muito mais valor à expressão: ” Viver a vida um dia de cada vez”

O antes e o depois do ser humano. Não é fácil lidar com isto.

Rita

Dia 6. Janeiro. Dia de Reis. O meu dia!

Hoje quero escrever! Não por adorar fazer anos, porque não adoro. Mas sim por gratidão à vida. Não é todos os dias que atingimos duas décadas de vida, para mim, é uma vitória entender que apesar de demasiados desafios e angústias, eu cheguei até aqui e vim para permanecer!

Dia de Reis. O meu dia. O melhor disto é que vivo este dia de anos também como um dia ainda mágico e natalício. Lá em casa a árvore de natal continua poderosa e bela. E bem lá no fundo do meu ser, eu sei que fazer anos é libertador. É libertador perceber que a vida é um ciclo bonito, feita de etapas e desafios, que nós, seres humanos, temos de ultrapassar. Hoje cheguei aos vinte. E cheguei com muitas conquistas e alegrias. Sou eternamente grata pelas pessoas que estão em meu redor e que me fazem crescer um pouco mais, sou grata pela vida que tenho, sou grata simplesmente pelo facto de que tenho paz e saúde.

Hoje, foi um dia especial e de muitas emoções. Amanhã começo várias etapas: ver a vida e o mundo com um olhar de 20 anos e já não de 19; iniciar algo que, lá no fundo, me fará feliz mas que me deixa muito ansiosa. Amanhã, reinicio-me de novo!

Obrigado vida por mais um ano de aprendizagens e sorrisos.

Sempre gostei de Janeiro. É o meu mês.

Deito-me cansada, mas de sorriso no rosto! A vida é tão bonita, mesmo quando na nossa cabeça está uma Dona tempestade!

Rita

Janeiro!

Janeiro. Dou-te as boas vindas.

Gosto muito de ti. Talvez por seres o primeiro. O primeiro de mais um ano repleto de aventuras. O mais frio na minha opinião. O que me me trouxe à vida.

Sempre gostei de janeiro, apesar de lá no fundo detestar mudanças. Nunca gostei da passagem de mais um ano mas curiosamente recebo sempre de braços abertos, o meu querido mês de Janeiro.

Talvez seja por ter aquele sol de inverno tão bonito. Ou um pôr de sol majestoso.

Talvez seja apenas por indicar um recomeçar. A renovação de mais um ciclo que é a vida.

Janeiro, meu querido!

Sê bem vindo.

Que 2019 seja bonito, bondoso e alegre!

Rita

A teimosia desmedida do Ser Humano

 

Surpreendo-me cada vez mais com as atitudes casmurras dos humanos. Também eu sou humana, mas caramba, por vezes seria sensato colocar a razão de outros à nossa frente e vislumbrar a nossa falta de razão.

Somos teimosos, pois somos e talvez em grande demasia. A teimosia leva-nos a tornar-nos chatos e inconvenientes, faz-nos parecer crianças!

Testemunho, demasiado perto de mim, que a teimosia leva a melhor!

Não suporto. Tira-me do sério…

O ser humano devia aprender de uma vez por todas a equilibrar-se, a tolerar-se e a ver o mundo do lado de fora. Nem sempre temos razão. Nem sempre sabemos do que falamos. Por vezes, ah por vezes, o bom que seria calarmos-nos!

A teimosia torna-nos seres muito chatos.

Teimosia? Quanto baste, somente!

Chego a ter de respirar bem fundo e fingir que o mundo lá fora ainda está no seu lugar.

A minha própria paciência, que costuma ser tão ampla e duradoura, começa a desgastar-se e a demonstrar sinais de derrota.

Até os mais fortes, baixam os braços com as atitudes chatas dos seus semelhantes.

Querido Ser Humano, não te percas!

MODERA a tua teimosia e as tuas atitudes tão inerentes e involuntárias. Não afastes quem tão bem te quer!

Rita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A quatro dias do fim de 2018

4 Dias. É o número exato que falta para o fim deste 2018.

O natal passou num instante. Tudo passou num instante! Foi como sempre foi, uma rapidez demasiado rápida.

A quatro dias do fim de mais um ano, lamento profundamente a inveja criada, a mágoa fomentada e a tristeza manifestada por tantos. Lamento que os sucessos não tenham sido fortes o suficiente para conseguir esquecer os momentos demasiado maus que se sucederam.

No fim de mais um ano, agradeço a vida. Agradeço que tudo tenha corrido minimamente bem. No final das contas, eu sobrevivi a mais um ano. Demasiadas lutas, demasiada mágoa e ignorância em meu redor, mas continuo no meu caminho, não tão linear como esperava, continuo em frente, de cabeça erguida.

2018 não foi de todo o meu melhor ano. Foi um ano muito chato, meio triste e onde todos os meus sucessos não pareceram contrariar os insucessos vividos.

Desejo para mim mesma o que desejo para o mundo!

Paz, felicidade, sucesso, união, gratidão, compaixão, paciência, amor, saúde.

Tudo de bom, é o que desejo para mim e para o mundo!

A quatro dias do fim? Não estou feliz como gostaria, mas também não estou triste. Estou como estou, confusa e melancólica com a vida.

Vem 2019, vem com as melhores intenções…

Quando chegares, estarei pronta para te receber.

Rita

Pausar a escrita…

Não gosto de pausas. Não quando se relacionam com grandes paixões minhas. Mas a verdade é que ando pausada da minha tão amada escrita.

Sinto a minha mente num vácuo não desejado. Não tenho inspiração. Nenhuma inspiração.

Lamento. Bem no profundo do meu ser, lamento não conseguir exprimir-me por escrito.

De vez em quando, o cansaço vence.

Vence a incapacidade de pegar num bloco e escrevinhar…

Talvez seja hora de me mergulhar em boas e profundas leituras. Restaurar a minha alma. Restaurar me.

Rita

Paixão

Paixão. Palavra de significados fortes e cheia de luz.

Todos nós, na profundeza do nosso ser, sentimos paixão por alguma coisa desta vida.

Pode ser aquele sentimento que nos compele a viajar sempre que possível. Ou talvez seja aquele sorriso bobo que se manifesta no nosso rosto quando vimos o nosso grande amor. Muito

provavelmente também poderá ser aquela emoção de comprar e investir num livro ou CD novo.

De certeza absoluta que se trata de paixão.

Paixão. Palavra forte e bonita.

Palavra que descreve tão bem o meu amor pelos meus locais de eleição, pessoas que guardo com carinho no meu coração, objetos que me dão um rumo.

Paixão pela vida, acima de tudo.

Paixão por nós próprios.

Se o mundo vivesse só de coisas boas?

Seria tudo tão mais fácil!

Rita

Desabafo de uma segunda feira

Grossas lágrimas caiem pelo nosso rosto abaixo em momentos de grande amargura e tristeza .

Caiem porque têm mesmo de cair.

O ser humano é tão emocional como parvo e cobarde ao mesmo tempo.

Possuímos o terrível dom de estragar tudo. Ou de não resolver nada.

A mágoa tolda-nos o espírito e atrofia qualquer emoção e memória.

Lutas que não são nossas…

Palavras duras.

Aterroriza me o dia de amanhã…

O futuro…

Já não gosto nada deste presente.

Dói tanto cá dentro!

Meu passado feliz…

Onde estarás tu, por estes dias?

Reconheço com cobardia que ando a falhar a vida!

 

 

Sorrir com momentos bons!

O bom de retornar a casa é que a vida se proporciona de forma a fazer-te sorrir. E hoje foi dia de sorrir muito! Foi daqueles dias em que a vontade de sorrir para a vida foi incrível. Uma simples viagem de autocarro até ao centro da cidade demonstrou-se ser o melhor do meu dia. Ter a perceção de que as pessoas te reconhecem e demonstram respeito, passado tanto tempo faz-me ficar de coração cheio. Um simples motorista, simpático e bondoso, ainda da época em que me iniciei pelos autocarros da cidade, devolveu-me com um largo sorriso, à minha saudação sempre calorosa quando entro num autocarro! Relembrou-se de mim!

Fico sempre grata por existir, ainda neste mundo, um pouco de boa educação e respeito.

E hoje, ao rever aquele bom senhor, o meu coração ficou mais preenchido.

Lembrou-se de mim mas melhor que isso preocupou-se!

Existem marcas, pessoas que fazem a nossa vida e que nos marcam para sempre…

Aquele motorista, viu-me naquele autocarro e em tantos outros, durante anos a fio, sempre Escola-Casa.

Talvez a minha simpatia e educação o tenha feito relembrar. Não sei.

Sei apenas que hoje, ao revê-lo, fiquei feliz.

Retornar a casa, tem destas coisas boas.

Obrigado!

Rita

Desabafo/Reflexão O ano está a passar demasiado rápido!

Perdida nos meus mil pensamentos enquanto viajo num comboio apressado, sinto a necessidade de pensar. Refletir sobre o rumo da vida.

Hoje dei por mim a constatar que o fim do ano se aproxima a passos largos do fim. A vida demonstrou ser uma correria, em que nada espera por nós.

O tempo passa literalmente a voar e nós, comuns mortais, deixamos-nos ficar na corda bamba.

De repente, tanto é dia como depois é noite. A manhã num instante dá lugar à tarde. A vida flui, demasiado rápido.

Sentada neste banco duro, olho a enorme janela virada para a rua e vejo escuridão.

Nem seis horas da tarde são e o escuro já impera. Para tudo existe um prazo. Um prazo demasiado rápido e que nos deixa confusos e nostálgicos.

A vida está a passar por nós a uma velocidade estonteante.

Mais um ano que está a terminar. Como é que tudo passa tão rápido?

Interrogo-me, demasiado indignada com o rumo que a vida tem levado. Não é justo. Tudo é uma correria.

 

O tempo é voraz. O tempo não espera por ninguém.

Corremos atrás de um sonho que tarda em chegar.

Ai que sofrimento. A percepção de entender esta vida!

Dezembro avança rapidamente.

E nós perdidos nos nossos momentos.

Quando dermos por nós… A vida já passou.

Reflexões de uma frequentadora de comboios! 💪

Rita

Saudades de viajar

Tem sido uma época crítica. A verdade, a mais pura das verdades, é que nunca nesta vida tinha sentido tantas saudades das viagens que já realizei, no passado. Pois bem, nesta época, talvez devido ao cansaço infernal e à pressão de fazer tudo demasiado bem e com rapidez, a saudade me esteja a atacar fortemente.

Tenho saudades. Oh Deus! Quantas saudades! Saudades do frenesim das malas de viagem, da ansiedade de ir conhecer locais novos… Saudades até do avião e das viagens lá bem no alto, por cima das nuvens.

Sinto a falta de viajar, de ir à descoberta sem planos, apenas seguindo o meu instinto, com um mapa local na mão. Sinto tanto a falta disto tudo.

Talvez estar a crescer me tenha feito mudar prioridades e me tenha feito reconhecer a importância que hoje em dia dou à cultura e ao mundo!

Sou uma eterna sonhadora e tenho em mim todos os sonhos do mundo, tal como Fernando Pessoa, na sua época!

Guardo comigo, desde há muito tempo, a ânsia de percorrer o mundo, de mochila às costas, conhecendo todas as línguas, povos, culturas e ambientes. Quero fazer das viagens um dos portos seguros da minha vida.

Ai se eu pudesse agora, entrava no primeiro voo disponível e ia, sem colocar entraves. Ia buscar a paz que a minha alma anda a necessitar e a felicidade instantânea.

Saudades de viajar.

 

Árvore de Natal 🎄

Desde que me lembro de existir, que sempre gostei de enfeitar a árvore de natal lá de casa. Não sei qual a razão, mas suspeito que sou eternamente uma grande fã do espírito natalício.

Gosto de colocar uma boa música de Natal e de ir buscar os grandes caixotes recheados de bolas e adornos, guardados durante um ano inteiro na garagem da família.

Este ano não foi exceção!

Depois de um dia cheio, sentei me no chão da sala lá de casa, junto à lareira bem quente e comecei a aventurar me pelos vermelhos e brancos que fariam parte da minha árvore, neste ano.

Foi tão bom. É sempre tão mágico montar a árvore, torná-la bonita e cheia de luz.

Hoje escrevo, já a vê-la imponente e bela, no canto da sala. Está bonita e cheia de luzes. Está como a imaginei.

O natal é a melhor época do ano. E não são só as prendas que importam.

Amor. Paz. Família. União. Gratidão. Felicidade.

O natal é aquela altura do ano em que acredito que milagres podem ocorrer. A magia pode tornar-se real.

Enfim, sou uma eterna sonhadora.

Feliz Natal! ❤️

Rita

 

Desabafo de fim de dia…

Já vos aconteceu começar o dia com um largo sorriso e com a determinação de que tudo ia correr bem e depois, sem grande aviso, tudo se desmoronar?

Já alguém sentiu aquela profunda desilusão consigo próprio?

Hoje, sem esperar, desiludi-me comigo mesma. E foi uma desilusão que me deixou sem chão, sem saber bem como reagir…

Expectativas. Malditas sejam por nos moldarem o espírito e nos fazerem acreditar que a vida estará sempre a nossa favor. Expectativas que me deixam sem saber bem o que fazer ou dizer.

Tola que fui, por achar que a vida me tinha dado umas tréguas passageiras…

Idiota. Fui mesmo idiota por achar que era brilhante em tudo. Pois bem, não sou brilhante em quase nada…

A força não é duradoura…

E eu, por mais que tente, também não sou de ferro.

Querida vida, só queria mesmo um pouco de paz, talvez sossego… Mas isso é pedir muito…

 

Desabafos…

Obrigada escrita, por me salvares minimamente.

Rita

Quando o ser humano não consegue lidar com a sua própria complexidade.

Observo, com demasiado desalento, que muitos são aqueles que não conseguem de forma alguma gerir as suas emoções e as suas batalhas interiores.

Bem sei que nem todos somos aquela força da natureza que nos permite ultrapassar as adversidades da vida de uma forma tranquila e quase momentânea…

Cada ser humano é uma complexidade de tal forma complexa que chega a provocar em cada um de nós aquele velho sentimento de que está tudo de pernas para o ar. E talvez até esteja, mas isso não é motivo para acharmos que o fim do mundo vai chegar até nós.

Lamento que existam por aí demasiadas pessoas que se entreguem de mãos e pés atados, aos seus problemas e que desistam de lutar para os ultrapassar. Lamento saber que muitos têm a sua mente a traí-los…

O ser humano devia ser mais fácil. Não devíamos pensar tanto, nem devíamos duvidar tanto. Devia existir aquela facilidade de continuar caminho sem grandes problemas inerentes a cada um de nós.

Vejo muita gente a baixar os braços.

Vejo e aperta-se o meu coração com a dor dos outros.

Não sou exceção, claro que também me deixo ir abaixo de vez em quando, a diferença é que eu faço frente à vida quando tudo parece perdido.

Recentemente, disseram-me que eu sou uma força da natureza…

Não sei se o sou, mas sei que não desisto. Nunca.

Rita

Encarar com leveza que amanhã já é segunda feira, outra vez!

Pois é. Eu sei. É tão chato ter de iniciar mais uma semana….

Então agora, logo nesta altura em que sabe tão bem estar por casa, rodeada pelo calor que emana da lareira já toda enfeitada para a ocasião mais esperada de todo o ano: o Natal!

É muito complicado de gerir tudo isto mas a verdade é que temos de encarar com leveza todos os momentos da vida, mesmo aqueles que incluem a palavra “segunda feira”.

Sim, amanhã será uma nova segunda feira. Uma nova semana. Uma nova oportunidade de dizer tudo aquilo que pensamos, uma grande oportunidade de tomar novas decisões, uma excelente oportunidade para recomeçar.

Ninguém é perfeito. Todos temos o direito de recomeçar. De respirar fundo e fazer tudo de novo, sempre com o objetivo de melhorar.

Amanhã inicia-se uma semana que para mim, por exemplo, será caótica. No entanto, faço um grande esforço para tentar ver com leveza a semana que se iniciará.

Porque se não levarmos a vida com leveza e grande atitude, acabamos por ser atropelados por ela sem aviso prévio, portanto, mais vale erguer a cabeça, endireitar os ombros e sair para o mundo lá fora com a confiança de que vamos vencer cada dia.

Até pode ser uma nova segunda feira cheia de desafios mas ninguém se lembra daquele célebre momento em que o dia acaba e nós nos reencontramos com o nosso querido sofá, retornando ao nosso casulo, recuperando as forças necessárias para recomeçar, de novo, no dia seguinte.

Tudo é um ciclo. E isto só funciona precisamente por ser um ciclo. Não um ciclo vicioso mas sim um ciclo de aprendizagem.

Não teria assim tanta graça ser sempre fim de semana…

Querido domingo, estás quase no fim!

Volta rápido!

Rita

Dezembro!

Finalmente estamos em dezembro. No último mês de mais um ano, que está prestes a ser encerrado. O mês do espírito natalício e da magia bonita que paira no ar. Mês de frio, mês de férias para quem ainda tem a sorte de estar a estudar.

Sempre gostei muito deste mês, talvez pelo facto de ser uma eterna apaixonada pelo Natal, pelas luzes e enfeites por toda a casa, a lareira acesa e as músicas natalícias já tão tocadas, a dar ao ambiente um toque ainda mais mágico.

Sou aquele tipo de pessoa que se esforça por estar rodeada de um bom ambiente natalício, que permanece madrugadas a fazer maratonas de filmes de natal. Sou aquela rapariga que nunca se cansa de “Sozinho em Casa” e que espalha as suas cantorias por todo o lado.

Sou adepta de dezembro quase tanto como sou adepta do natal. De certa forma, tudo está interligado.

Hoje é o primeiro dia de dezembro. Primeiro dia de mais um mês. Acho que não quero pedir nada, mas sim agradecer. Quero agradecer por tudo, pelas coisas positivas mas também pelas coisas não tão boas. Sou grata por cada lição de vida que aprendo.

Neste mês tão especial e bonito, para mim, só queria poder ter a capacidade de tornar este mundo um sítio melhor de se viver.

Se eu tivesse o poder necessário, espalharia por todos os cantos do mundo, a maior felicidade, paz, harmonia e bondade possíveis e imaginárias.

Porque eu bem sei que para mim, é um mês especial, mas para muitos é só mais um mês. Um mês de dificuldade, de agonia, de tristeza.

Um dia, que consigamos estar todos bem e em paz, nesse dia o mundo e a sociedade mundial estará finalmente no caminho certo. Até lá, resta-nos desejar apenas o bem a todos as pessoas que estão lá fora, decerto desamparadas e sem uma réstia de esperança.

Dezembro… Sê muito bem-vindo!

Distribui a felicidade por todos!

Rita

 

Uma carta para a criança que um dia me habitou…

Escrevo-te cansada e de um futuro demasiado distante…

Continuei em frente sem nunca notar que a infância que tanto idolatrava estava progressivamente a ficar para trás. Chego a ter saudades tuas, minha querida criança!

Tenho saudades daquela ingenuidade que me moldava o espírito, saudades daquela despreocupação tão inerente à infância de um ser humano. Tenho saudades daquela felicidade inexplicável e sempre tão duradoura…

Não consigo precisar o momento em que deixei de querer brincar com as bonecas lá de casa, nem quando os rebuçados deixaram de me fazer feliz instantaneamente.

Quando terei chorado pela primeira vez devido ao stress?

Quando terá ocorrido o meu primeiro pensamento pessimista?

 

Quero que saibas que a vida me colocou à prova e continua a colocar, constantemente. Tive quedas monstruosas e lágrimas grossas correm-me pelo rosto, demasiadas vezes.

Nada voltou a ser fácil, desde aquela facilidade tão bonita característica da nossa infância…

Por vezes, perdida nos meus pensamentos, lembro-me de ti e interrogo-me se um dia a criança que eu fui, estaria orgulhosa da mulher que me estou a tornar…

Esforço-me por lutar, pelos sonhos que um dia tive e que continuam a ser teus, bem cá no fundo do meu ser… Pergunto-me se estarei a fazer tudo de forma acertada.

Escrevo-te com tantas saudades que o peito chega a doer e o cansaço a turvar-me as emoções…

Onde quer que estejas, minha alegre e bonita criança de outrora, espero que estejas orgulhosa de mim!

Rita